Domingo, dia 03/02, estávamos, eu e meu filho Gabriel, fazendo uma típica atividade de pai e filho: assistindo um desenho animado!
O desenho contava a estória de um garoto que encontrou uma lâmpada mágica e um gênio que lhe concedia três desejos. Até aí tudo normal, no entanto, no meio de toda a estória, meu filho fuzilou a seguinte pegunta:
Papai quais seriam os seus três desejos?
Confesso: titubiei, travei, deu pane!
Não respondi!
Mas fiz o que geralmente os pais fazem quando não querem ou não sabem a resposta: devolvi a pergunta, que prontamente foi respondida com a apresentação de uma enorme lista de brinquedos, é claro que todos com alguma coisa do homem aranha!
O engraçado é que aquela pergunta ficou martelando! E não consigue parar de pensar nisto!
Primeiro, pensei em fazer pedidos que sanariam alguns desejos pessoais como: dinheiro, carros, viagens, etc, etc, etc; mas o o engraçado é que logo bateu um grande sentimento de egoísmo!
Afinal, teria oportunidade para mudar ou fazer qualquer coisa que ajudasse várias pessoas ao mesmo tempo e porque não fazê-lo? Será que outras pessoas também teriam o mesmo pensamento?
Então, semana passada, comentei sobre o ocorrido com a galera da Arquitetura da CVC (Leandro, Morais, Hirata e Valdir) e a conversa fluiu de forma um tanto quanto esperada, pois, todos, também resolveriam e pediriam coisas pessoais.
Mas, quando questionei-os sobre ter o poder para mudar o mundo, curar doenças, dar emprego ou dar estudo e dignidade as pessoas é que me surpreendi!
Isto porque concluímos que: bens materiais, comida, esmolas ou uma casa, por exemplo, não resolveriam o(s) problema(s) das pessoas menos favorecidas, mas sim, propiciar a estas pessoas a chance de tornarem-se cidadãos, sábios de seus direitos e deveres, capazes de construir uma vida digna e honrada. O que somente pode ser feito dando oportunidades de crescimento e amadurecimento físico, moral, emocial, psicológio e educacional a estas pessoas.
Pois bem, depois de toda esta conversa, fiquei pensando: será que precisamos encontrar uma lâmpada com um gênio mágico para realizarmos nossos desejos pessoais e principalmente para começarmos a agir como catalisadores de mudanças em nossa sociedade?
Com certeza, não!
Por isto, gostaria de lançar um desafio a todos nós:
Vamos nos empenhar e atuar de fato, até o final deste ano de 2008, como catalisador de mudança de vida para pelo menos uma pessoa?
O que vocês acham?
Vão encarar?